Férias

Postais de Natal

Se pensam que férias são sinónimo de não fazer nada, enganam-se.

A semana passada a Sara  já tinha um plano de tarefas para os meus dias de “descanso”.

Começámos pelos postais, já estão prontinhos.

Feliz Natal!


Quase em modo férias...

Estamos quase de férias. Precisamos de férias…

Os últimos dois meses foram preenchidos. Tivemos consulta e exames semestrais de alergologia, uma dessensibilização ao ovo que não chegou a acontecer, ecocardiograma, holter, cardiologista, análises…

Tal como no ano passado, durante o verão vou tentar partilhar mais algumas dicas e experiências nossas em férias passadas fora de casa.

Até já!

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Fátima

No dia de Nossa Senhora de Fátima, o registo da nossa última ida ao santuário.

Fomos agradecer e acender uma velinha a nossa senhora.

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Uma santinha no santuário.


O primeiro ovo de Páscoa

Já vem um bocadinho tarde, mas com os preparativos para o aniversário da Sara, não tive muito tempo para escrever sobre as nossas férias da Páscoa.

Este ano a Sara teve o seu primeiro ovo de Páscoa. Ou melhor, vários ovos de Páscoa…

A Moo Free, que já vos falei noutros artigos, também produz ovos de chocolate com vários sabores, e estiveram à venda no Jumbo, em Lisboa.

Aproveitei e comprei um de cada, e a nossa amiga Bia ainda ofereceu mais um para se juntar à festa. Sobrou muito ovo para trazer para casa.

São deliciosos e a Sara adorou os seus ovinhos!

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E acabaram-se as férias...

Acabou-se o que era doce.

Foram duas semanas de descanso, convívios, presentes, brincadeiras. E muitos treinos com a bicicleta nova!

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Feliz 2015!

 

 


Viajando com um alérgico - mini férias Prazeres

Este ano fomos passar as mini férias da Páscoa aos Prazeres. Também já lá tínhamos estado com a Sara, quando tinha 18 meses.

Desta vez tinha passado apenas 1 mês e meio desde o internamento da Sara e nós precisávamos de um intervalo. Quando regressámos de Lisboa eu nem pensei em descansar, só queria preparar o aniversário dela. Mas depois de passar a data, sentimos que era preciso parar.

Fomos para este hotel, classificado como hotel ecológico, em que o restaurante tem algumas características interessantes. Tem uma carta só para comida vegetariana, dietas integrais e de fruta; não utilizam químicos nem aditivos, todos os alimentos são naturais, não utilizam nada congelado nem pré-cozinhado. O pão é confecionado diariamente no hotel.

Claro que levei tudo o que é necessário para as refeições da Sara porque tínhamos cozinha, mas realmente o buffet apresenta mais algumas alternativas que nos permitiu oferecer mais algumas coisas à nossa menina. Fica aqui a dica de um local a experimentar.

Não faltou tempo para passear de triciclo na promenade do Jardim do Mar, regressámos à Quinta Pedagógica dos Prazeres, fizemos o passeio dos pés descalços e piscina.

vista hotel paul do mar

triciclo promenade

caminho pés

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Piscina

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É certamente um local para regressar mais vezes.


Mini férias na ilha - Paul do Mar

Sempre que temos disponibilidade, gostamos de aproveitar para passar um fim de semana ou umas mini férias fora de casa. Existem muitos sítios para fazer uma escapadinha aqui na ilha, mas nós temos sempre o requisito da cozinha, e isso por vezes limita as nossas opções de escolha.

Um local que gostamos de visitar é o Paul do Mar. Ja lá fomos várias vezes, as duas últimas com a Sara. Eu costumo dizer que é um bom lugar para passar um fim de semana mesmo sem ser no verão, porque a probabilidade de estar bom tempo parece-me ser superior em relação a outros pontos da ilha.

Ficamos sempre neste aparthotel, um lugar agradável e sossegado. A vantagem destas escapadinhas na ilha é que vamos de carro e podemos levar tudo o que é preciso, sem aquele stress de aeroportos e coisas que não se pode levar na bagagem de mão. A sopa já vai feita, podemos levar a mala térmica com comida, sacos de supermercado, etc. Dá trabalho na mesma, levamos muitas coisas, mas tudo é feito de forma mais descontraída.

A rotina das refeições é sempre a mesma. Levo a comida da Sara para todo o lado. Quando vamos a restaurantes, ela come a sua sopa e assim almoça e janta connosco. Quando vamos ao buffet do hotel, ela come pão, fruta, sumos naturais se tiver, mas não toca em mais nada.

Os dias são passados na piscina e com passeios descontraídos até ao Jardim do Mar e Prazeres, com passagem pela Quinta Pedagógica, que a Sara apelidou de quinta da Xana Toc Toc.

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Pôr do sol

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margarida

 


Viajando com um alérgico - Tenerife

Em 2012 fizemos as nossas primeiras grandes férias fora. Não foram grandes pela sua duração, mas sim por serem fora do país e com toda a logística que isso implica.

Fomos à ilha de Tenerife.

Ficámos hospedados nestes apartamentos e adorámos. Já referi as minhas preocupações com o destino e o hotel no post sobre o que levar na bagagem para as férias, e escolhemos estes apartamentos com base nisso.

Chegámos, fui à cozinha, vi se estava equipada com tudo o que precisava, e logo de seguida fomos à recepção perguntar: “Hola, onde fica el supermercado mas cerca?” Era próximo, dava perfeitamente para ir a pé. Comprei verduras, frutas, água, sumos e voltei para fazer a sopinha da Sara.

Fomos em regime de tudo incluído, por isso as  minhas refeições eram todas no restaurante do hotel. Foi a primeira vez que estivemos num restaurante com um buffet bem grande, cheio de coisas boas, e ela não podia provar nada. E eu sempre com receio que ela tocasse em alguma coisa. A partir do segundo dia, já comecei a ver o buffet com mais calma, para ver se havia alguma coisa permitida. As frutas! As frutas não tinham contacto com mais nada, e ela comeu algumas vezes connosco.

O pequeno-almoço era sempre no quarto, eu tinha levado tudo de casa. Para os lanches, quando íamos passear, optava sempre pela bolacha e copinhos de fruta batida que também levei na mala. É prático e seguro.

Estes dias foram sobretudo de grande aprendizagem para mim.  Depois desta semana fiquei a saber com o que podia contar, como seriam os preparativos das férias seguintes, mas sobretudo comprovei que era possível passar uns dias fora com uma criança alérgica sem ter problemas.

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Teide

Nunca vou esquecer destas férias, porque foi em Tenerife que a Sara deu os primeiros passos sozinha.


Viajando com um alérgico - Porto Santo

Aproximam-se as férias e dou por mim a ver fotos antigas, das nossas primeiras viagens.

As primeiras férias da Sara foram passadas no Porto Santo. Poucos dias, mas foi bom para descansar e estarmos os três longe de tudo. Quem tem bebés pequenos sabe que aqueles primeiros meses são uma agitação.

A Sara ainda não tinha feito 6 meses. Na semana anterior tinha acontecido a primeira reação alérgica, tínhamos suspendido a introdução da papinha e voltado ao leite materno exclusivo. A viagem estava marcada há algum tempo, falámos com a médica e ela disse que podíamos ir sem problemas.

Como referi no post sobre o que levar na bagagem, o facto de estar só a dar leite materno facilitou imenso, e eu não tive de me preocupar com refeições. Outro detalhe importante é que a viagem é feita de barco e podemos levar o nosso carro, o que significa poder levar a casa atrás de nós.

Ficámos hospedados neste aparthotel, um local ideal para famílias com filhos pequenos. Alérgicos ou não, a cozinha dá sempre jeito para preparar lanches e refeições ligeiras. À beira da praia, não é preciso levar a bolsa carregada de coisas a apanhar calor no carro, porque podemos ir ao quarto a qualquer momento para o que for preciso. Eram estas as férias que queria com uma bébé pequena. O Porto Santo é conhecido por ser um lugar pequeno, calmo, ideal para famílias, sem grandes deslocações.

Quando fomos ainda não tínhamos feito os exames, nem tínhamos o diagnóstico final, eu só sabia que tinha de ter cuidado. Não tinha sequer noção do que seriam os meses seguintes.

Porto Santo praia

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porto santo

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A coisa mais linda!


Viajar com um alérgico - o que levar na bagagem?

Desde que a Sara nasceu temos conseguido fazer umas férias fora de casa, pelo menos uma vez por ano. Nunca me passou pela cabeça privá-la de viajar connosco por ter alergias.

Na nossa primeira viagem ela tinha apenas 5 meses e meio, só se alimentava de leite materno, e foi a única vez que não precisei de pensar o que ela iria comer em cada refeição. Por isso não senti grande pressão quando escolhemos o destino, nem o hotel, nem quando arrumei as malas…

Na segunda vez, a Sara já tinha 15 meses, e foi tudo diferente. Já comia de tudo, primeiro e segundo prato, e comecei a pensar o que podia fazer para não ficar 7 dias sem a sua alimentação habitual, a comer sempre as mesmas coisas, e sobretudo, sem reações.

De ano para ano vamos nos adaptando às necessidades dela e vou descobrindo sempre mais qualquer coisa que acho útil para levar. É verdade que levo muitas coisas extra, que outras pessoas nunca pensariam levar numas férias, mas a verdade é que até hoje fizemos as nossas férias sempre tranquilamente, sem nenhum tipo de acidente.

As minhas dicas para uma viagem são as seguintes:

Escolha do destino 

Quando escolhemos o nosso destino de férias, um requisito obrigatório é sempre ficarmos hospedados num apartamento ou aparthotel. A cozinha é imprescindível para nós, porque eu preparo todas as refeições da Sara.

Depois de escolher o alojamento, tentamos sempre pesquisar na internet mais informação sobre as proximidades. Ver se tem supermercados perto, alguma farmácia, centros comerciais, etc.

Convém falar com o pediatra/alergologista antes da viagem, para nos certificarmos que não há problema em viajar para ao destino planeado. O pediatra pode prescrever vacinas, dar algumas dicas extras, e falar sobre os medicamentos para levar.

O que levar na mala?

Posso garantir que nunca devemos pensar que vamos encontrar nos supermercados do nosso destino de férias o mesmo tipo de coisas que costumamos comprar para casa, principalmente se formos para fora do nosso país.

Com base nisto, e dependendo da duração da viagem, aconselho a separar uma mala só para alimentação com o seguinte:

– leite da criança + biberões

– papinha de farinha não láctea que a criança costuma comer (para crianças maiores também pode ser uma embalagem de flocos de cereais).

– bolachas ou biscoitos preferidos

– papinhas de fruta para os bebés mais pequenos

– uma saqueta de gelatina para fazer no destino

– varinha mágica (há apartamentos com cozinha muito bem equipada e que têm, mas muitos não têm muito para além do fogão e frigorífico).

– caixa hermética para guardar a sopa

– 1 ou 2 toalhas de louça (o detergente e a esponja podem comprar no destino se preferirem).

– prato e talheres da criança + copo da água (isto se em casa também costumam separar tudo).

– Para não andar à procura de arroz e de massa e ter de comprar uma grande quantidade para poucos dias, podem levar um recipiente com tampa com uma pequena quantidade de arroz e massa crua para cozer depois.

– Termo para levar a sopa em passeio (atenção ao tempo que fica dentro do termo, e à exposição ao calor, porque a sopa pode ficar azeda).

– Lancheira/bolsa térmica para levar alimentos nos passeios.

Medicamentos

Levar sempre o kit com os medicamentos de SOS receitados pelo pediatra/alergologista. Além dos medicamentos para as reações alérgicas, levar aqueles medicamentos básicos para quem tem crianças: febre, dores, pequenas feridas, etc.

Na hora do voo

Aqui nunca fomos para destinos muitos distantes, em que o voo é tão longo, que é necessário fazer mais do que uma pequena refeição durante a viagem. Para esses casos penso que o melhor é informar a companhia aérea para ver se existe a possibilidade de fornecerem alguma alternativa para o alérgico e pedirem a refeição com antecedência.

No nosso caso, até agora fizemos viagens com duração máxima de duas a  três horas. Na bagagem de mão não pode faltar o seguinte:

– Medicamentos SOS + receita + atestado médico

– Mochila com lanches leves (bolachas, fruta, sumo e água). Se for uma bebé pequeno levar o biberão com a dose certa de leite. Depois basta pedir água mineral aquecida. As tripulações estão acostumadas a estes pedidos.

Chegando ao destino…

Quando chegamos ao nosso destino, a primeira coisa que fazemos é ver as condições do nosso quarto, como a cozinha está equipada, para ver se temos tudo o que é preciso. A segunda coisa é ir ao supermercado mais próximo e comprar as verduras para a sopa, frutas frescas, água e o que for necessário para fazer as refeições da Sara.

Quando fazemos as nossas refeições no restaurante do hotel, onde o buffet tem de tudo e mais alguma coisa, faço sempre uma vistoria para encontrar algumas coisas seguras para ela comer, e normalmente há pão, fruta, sumos naturais, e ela fica contente por comer coisas diferentes. Mas levo a sopinha sempre comigo para ela comer na mesa connosco, tal como fazemos em casa.

Penso que escrevi o essencial para ajudar numa primeira viagem.


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